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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Avião sequestrado por terroristas há 40 anos deve seguir do Ceará para a Alemanha no dia 21

Avião passa por desmonte no aeroporto de Fortaleza para ser levado à Alemanha (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)


O Boeing que pertencia a empresa Lufthansa e que foi sequestrado por terroristas há 40 anos, voltará à Alemanha a partir do próximo dia 21, a tempo de participar da programação em referência ao chamado Outono Alemão, como ficou conhecida a luta contra o terrorismo no país. Estacionado em um 'cemitério' de aeronaves no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, o Boeing 737-200, o Landshut, como é conhecido na Alemanha, está sendo desmontado por técnicos alemães da Lufthansa Tecnik.

Na manhã desta quarta-feira (13.09), o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witshel, acompanhou a desmontagem de uma das asas da aeronave. “Para você é somente um velho avião estragado, mas para nós é a vitória decisiva nesta luta contra o terrorismo. Por isso, esse velho avião tem um enorme valor histórico, e também emocional, para nós”, disse.

A aeronave com destino a Frankfurt (Alemanha) foi sequestrada por terroristas em 13 de outubro de 1977 na Espanha com mais de 90 pessoas a bordo e só liberada cinco dias depois. O 40° aniversário do que ficou conhecido como Outono Alemão – período que marcou o auge da luta entre o Estado alemão e o terrorismo de extrema esquerda e do qual o Landshut se tornou símbolo – fez com o governo alemão se interessasse pelo retorno da aeronave ao país e pagasse R$ 74 mil para tê-lo de volta.

O Boeing havia sido comprado pela TAF Linhas Aéreas S.A. e, por causa de pendências judiciais, estava parado no aeroporto de Fortaleza. De acordo com a Justiça Federal do Ceará, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a TAF assinaram acordo, no dia 24 de maio deste ano, com a República Federal da Alemanha (RFA) para ceder o Boeing ao país alemão.

Segundo Hans-Jürgen Fiege, cônsul honorário da Alemanha em Fortaleza, as peças da aeronave deverão ser transportadas em dois aviões do tipo Antonov- 124. Na Alemanha, o Landshut será remontado e levado para a cidade de Friedrichshafen, no sul do país, onde ficará exposto no Museu Aeroespacial Dornier, localizado às margens do Lago Constança, situado na fronteira da Alemanha com a Áustria e a Suíça.

Hans-Jürgen Fiege, cônsul honorário da Alemanha em Fortaleza (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

Sequestro
O Boeing 737-200, da Lufthansa, foi sequestrado no dia 13 de outubro de 1977, trinta minutos depois de deixar o aeroporto de Palma de Mallorca, na Espanha, em direção a Frankfurt, na Alemanha, com mais de 90 pessoas a bordo. Ao entrar no espaço aéreo francês, os quatro extremistas - armados com pistolas e granadas - anunciaram o sequestro e deram início à jornada de 106 horas que terminaria apenas na Somália.

Para libertar os passageiros, o grupo exigia que o governo alemão soltasse integrantes da Fração do Exército Vermelho (RAF) - também chamado de Baader Meinhof - presos na Alemanha. O Governo alemão recusou a proposta dos sequestrados e montou uma operação de resgate. Antes de pousar em Mogadíscio, na Somália, onde o sequestro terminou, o avião fez paradas para reabastecer em Roma, na Itália; Lárnaca, no Chipre; Bahrein, no Golfo Pérsico; Dubai, nos Emirados Árabes; e Áden, no Iémen.

Com três dias do início do sequestro – em 16 de outubro - o piloto da aeronave foi assassinado em frente aos passageiros, e o copiloto foi obrigado a continuar sozinho a jornada. Na capital somali, uma operação das forças especiais da polícia federal da Alemanha conseguiu libertar a aeronave. Era a madrugada do dia 18 de outubro de 1977.

Três dos quatros sequestradores foram mortos na operação. Depois do fracasso da ação terrorista, Andreas Baader, Jan-Carl Raspe e Gudrun Ensslin, membros destacados da RAF, cometeram suicídio coletivo na prisão. Outra integrante da organização, Irmgard Möller, foi encontrada ferida com quatro facadas.

Após o sequestro, a aeronave continuou transportando passageiros da Lufthansa até ser vendida pela empresa alemã em 1985. O Landshut teve vários proprietários e passou a levar cargas. Até 2008, ele voou pela TAF, de Fortaleza. Devido a pendências judiciais da empresa, o avião foi penhorado e há nove anos estava parado no Aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense.

Embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witshel (boné preto), verificou os trabalhos de perto em Fortaleza. (Foto: Marinaldo Lemos/TV Verdes Mares)

DO G1/CE