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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Lula não descarta aliança com o PSB

Na sua caravana pelo Brasil, qual o sentimento que a população passa sobre a crise no País e a impressão sobre o governo Temer?

Eu tenho me encontrado com estudantes, professores, bancários, agricultores, servidores públicos, comerciantes. E tenho conversado também com vereadores, prefeitos, dos mais variados partidos. O que eu percebo é muita tristeza com a situação do país e uma insatisfação enorme com o governo Temer. As pessoas se sentem enganadas, humilhadas. Disseram a elas que bastava derrubar o governo democraticamente eleito – mesmo que isso fosse uma violência, uma arbitrariedade total – para que a vida melhorasse . Mas a vida, na verdade, piorou. A população quer a volta do Brasil ao caminho do desenvolvimento, mas ela sabe que isso não acontecerá com um governo ilegítimo e antipopular como o atual, que está completamente desmoralizado. As pessoas querem a volta daquele Brasil que crescia através da inclusão dos mais pobres, da redução das desigualdades sociais e regionais, da criação de oportunidades educacionais para os jovens de todas as classes. Um Brasil que destinou os recursos do pré-sal para a educação. Um Brasil onde muitos jovens eram os primeiros de suas famílias a entrar na universidade. Onde o governo federal tratava com respeito os munícipios e apoiava bons projetos de saúde e educação, mesmo para prefeitos de partido de oposição. O que eu percebo é que existe muita saudade de um tempo em que o Brasil estava no rumo certo, com expansão econômica, geração de empregos, distribuição de renda e muito otimismo na sociedade. Ou seja, as pessoas querem trabalhar, estudar, ter segurança e estão preocupadas, mais do que isso, estão assustadas com o governo Temer que, em uma velocidade e com uma brutalidade impressionantes, não se cansa de eliminar direitos e de destruir o patrimônio que o país se esforçou tanto para construir.

Nos últimos dias, partidos tradicionais como DEM e PMDB manifestaram intenção de mudar de nome e identidade, nomes como Jair Bolsonaro e João Doria querem emplacar como "o novo" nas próximas eleições. Como uma liderança tradicional, como o senhor vê esses projetos que tentam se apresentar como novidade para as próximas eleições?

Eles estão sempre buscando inventar algo “novo” para dar uma maquiagem nas mesmas ideias velhas de sempre. Não é uma verdadeira novidade, é apenas um truque publicitário. Eu não preciso disso, porque a minha é uma forma de fazer política -- e sempre será – muito mais nova que a deles. Conhecer o Brasil, identificar os nossos problemas reais, conversar com todos os setores da sociedade e priorizar os setores que mais precisam. Incluir os pobres para que tenham uma vida mais digna e, com isso, desenvolver também a economia foi o novo na história do Brasil e deu certo. Acabar com a fome, isso sim foi novo. Fazer o país crescer em beneficio de todos, sem excluir ninguém, continua sendo o novo. Apostar no progresso das regiões economicamente menos avançadas, como o nordeste e o norte, isso sim foi e continua sendo o novo. Dar aos pobres a oportunidade de trabalhar e estudar. Quando os pobres melhoram de vida, toda a sociedade ganha. Adotar uma política externa independente, de cabeça erguida, dando ao Brasil um lugar de destaque no mundo. Agora, privatizar tudo a preço vil, cortar direitos dos trabalhadores e aposentados, aumentar impostos, cortar salários e pensões, beneficiar apenas os mais ricos, isso eles já fizeram durante toda a história do Brasil. Não há nada mais antigo e ultrapassado. Mas eles se enganam se pensam que desse modo vão enganar o povo: nenhuma mudança cosmética é capaz de transformar o velho em novo.

A crise econômica trouxe à tona novamente uma agenda política e econômica liberal. Qual o efeito dessa agenda em um País com uma realidade de desigualdade social como o Brasil?

Na verdade, trata-se de uma agenda ultra neoliberal, que já fracassou em várias partes do mundo, inclusive no Brasil durante a chamada “década perdida”. A crise social da Europa é justamente por causa dessas políticas obtusas, elitistas, excludentes. Para os neoliberais, nada que é público presta, só vale o que é privado. Para eles o mercado é um verdadeiro Deus, o Estado se depender deles será reduzido ao mínimo, ao osso. Só terá direitos quem puder pagar por eles. Nada de saúde pública, de educação pública, de políticas públicas de inclusão e proteção social. Nada de apoio do Estado à agricultura familiar e à pequena e média empresa. Eu acho que o país não pode gastar mais do que arrecada. Eu pratiquei isso quando era Presidente. Mas isso não significa governar só para um terço da população e sacrificar a maioria. É possível ter responsabilidade econômica cuidando do conjunto do nosso povo. E para isso o Estado cumpre um papel fundamental, como indutor e coordenador do desenvolvimento, tanto econômico quanto social. Quem financia a agricultura brasileira é o Banco do Brasil, quem financia a casa própria é a Caixa Econômica Federal. O Banco do Nordeste cumpre um papel fundamental para o progresso da região, e do da Amazônia também. O Estado precisa ser democrático e vigoroso para fazer o que a sociedade espera dele. Aliás, nenhum país desenvolvido chegou aonde está sem o impulso do Estado.

Qual a sua opinião sobre a votação da reforma política que está sendo discutida no Congresso Nacional com distritão e fundo de financiamento público? Qual o modelo ideal para o senhor? 

O PT sempre defendeu o modelo de voto em lista partidária e financiamento público exclusivo das eleições. Porque é o único capaz de impedir que as empresas privadas manipulem a vida política. Além disso, é o que mais fortalece os partidos que tem identidade programática, seja ela qual for, e o debate de ideias na sociedade. Muita gente se opõe ao financiamento público, mas é preciso livrar a vida política dos interesses econômicos escusos.

O senhor vê a possibilidade da construção de uma ampla frente de esquerda para as eleições que possa voltar a unir partidos como PDT, PCdoB, PSB e PT em um único projeto nacional?

Eu espero que sim. Temos as nossas diferenças, que são legítimas, mas temos também muitas afinidades. O que nos aproxima é o nosso compromisso com a democracia e a justiça social. Mas o principal é o restabelecimento de um governo legítimo, eleito pelo voto. Isso é fundamental. Só assim vamos ter um governo com a credibilidade necessária para recolocar o Brasil no rumo certo. E eu torço para que estejamos juntos na retomada de um projeto nacional e popular em nosso país, respeitando sempre a trajetória e o perfil próprio de cada partido.

O senhor acredita que é o momento do PT lançar uma candidatura própria em Pernambuco ou há possibilidade de reaproximação com o PSB do governador Paulo Câmara?

Eu acho que ainda temos um bom tempo até as eleições. Eu tive uma relação extraordinária com o governador Eduardo Campos, e lamento que não tenhamos estado juntos nas eleições presidenciais de 2014. Ao sair do governo Temer, o PSB resgatou as suas tradições democráticas e progressistas e voltou a ocupar o seu espaço no campo das oposições ao neoliberalismo. Em princípio, qualquer partido tem direito de apresentar candidato próprio ao governo de um estado tão importante quanto Pernambuco. O PT já teve candidato próprio em diversas eleições. Em outras, apoiou um candidato de partido aliado. Com o PSB de Miguel Arraes e Eduardo Campos fizemos inúmeras alianças. Não sei se será o caso nas próximas eleições. Em todo caso, ainda falta bastante tempo para que o PT decida que alianças fará em Pernambuco.

Via FolhaPE