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terça-feira, 25 de abril de 2017

Governo está de olho nas manifestações de sexta-feira

Parlamentares da base do presidente Michel Temer (PMDB) trabalham para desarmar o levante sindical na próxima sexta e no Dia do Trabalho, 1º de maio. Uma das teses que não haveria tantos anúncios de adesão prévia aos protestos, dizem, se não fosse à proposta do fim da contribuição sindical obrigatória, o chamado "imposto sindical". É a contribuição compulsória que é paga todo mês as 17 mil entidades brasileiras. Os sindicatos ironizam a tese e dizem que se trata somente de uma tentativa de difamar a articulação de trabalhadores contra o governo.

De todas as reformas de Temer, a trabalhista de fato gerava menos questionamentos públicos, até que o relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-PR), incorporou a proposta que dá fim ao imposto sindical. A base acredita restar só uma saída no dia da votação, amanhã: separar os textos, o principal da reforma e o do fim do imposto sindical, que seria votado como destaque, à parte. Com isso, acredita a base, os sindicatos teria a adesão aos protestos esvaziada.

Na versão sindical, protestos miram as reformas, no plural. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) diz ser também ela contra o imposto sindical. A semana é de cerco recíproco.

CUT quer ter candidato em 2018

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado (CUT-PE), Carlos Veras (foto), é apontado como possível candidato em 2018 para uma vaga de deputado federal. De acordo com ele esse debate existe, mas é hora de evitar "o desmonte" de direitos promovido pelo governo. Eleição se discute depois.

Veras alerta para o risco da negação da política. E diz que trabalhadores têm de ter representação no Congresso, seja quais forem os nomes escolhidos pelos sindicatos para 2018. O diálogo será com partidos de esquerda.

Via PE Notícias